
Uma boa gestão de estoque é essencial para garantir a eficiência operacional de empresas de diferentes setores. Independentemente do ramo de atuação, a forma como os produtos são armazenados e gerenciados pode impactar diretamente os custos, a produtividade e a satisfação do cliente.
Existem diversos tipos de estoque, cada um com suas particularidades e finalidades. Para saber mais sobre cada um deles, continue a leitura deste artigo e confira:
- quais são os principais tipos de estoque;
- diferentes métodos de gestão de estoque.
Quais são os principais tipos de estoque?
Conhecer os principais tipos de estoque, sejam os mais comuns ou os mais estratégicos de acordo com a demanda, é essencial para fazer uma boa operação logística. Entre os principais modelos estão:
1. Estoque inativo
O estoque inativo consiste em produtos que ficaram parados e não têm mais demanda. Ao longo do tempo, esses itens se tornam obsoletos e ocupam espaço sem gerar lucro, prejudicando a eficiência do galpão.
Para evitar isso, é importante monitorar constantemente o giro de estoque e buscar alternativas, como promoções ou trocas com fornecedores.
2. Estoque mínimo
O estoque mínimo é a quantidade ideal de produtos a ser mantida no armazém para garantir que não faltem mercadorias essenciais. Esse é um dos tipos de estoque que ajuda a prevenir a escassez de itens, especialmente durante picos de demanda.
Para calculá-lo corretamente, é preciso analisar a performance das vendas e as tendências do mercado de atuação da sua empresa.
3. Estoque máximo
O estoque máximo, como o nome indica, é a quantidade máxima de mercadorias que um galpão pode armazenar sem causar desperdício ou obsolescência. Ao controlar o estoque máximo, é possível evitar que os produtos fiquem parados por muito tempo, minimizando perdas financeiras e otimizando o uso do espaço.
4. Estoque de antecipação, sazonal ou de contingência
Esse tipo de estoque é utilizado para antecipar a demanda de produtos durante períodos sazonais, como datas comemorativas ou temporadas de alta venda. O objetivo é garantir que a empresa tenha o suficiente para atender ao aumento da demanda, evitando que os clientes fiquem sem os itens desejados.

5. Estoque de proteção ou isolador
O estoque de proteção, ou isolador, é uma estratégia para enfrentar cenários de incerteza, como falhas no fornecimento, aumento inesperado da demanda ou, ainda, atrasos nas entregas.
Este é um dos tipos de estoque que garante que a empresa tenha produtos suficientes para continuar suas operações mesmo diante de imprevistos, como uma crise econômica ou interrupções na produção e também ajuda a manter os prazos de produção e distribuição, assegurando que a empresa possa atender seus clientes sem interrupções.
6. Estoque consignado
O estoque consignado é um modelo onde a mercadoria não é de posse imediata da empresa, mas sim do fornecedor. A empresa mantém o estoque, mas só paga por ele quando os itens são vendidos.
Esse modelo é vantajoso para reduzir o risco financeiro e aumentar a flexibilidade no estoque, principalmente para negócios que estão começando ou que têm pouca capacidade de investimento.
7. Estoque de ciclo
O estoque de ciclo é utilizado para equilibrar a produção e as vendas, garantindo que os produtos necessários sejam fabricados e armazenados de forma a atender a demanda constante do mercado.
Empresas que trabalham com várias linhas de produção, como na indústria automobilística, utilizam esse tipo de estoque para gerenciar sua produção de forma eficiente.

8. Estoque regulador
Esse tipo de estoque é utilizado para atender as necessidades de reposição de filiais, centralizando o material disponível em um único local e distribuindo para as demais unidades conforme a demanda.
Empresas que contam com múltiplas filiais, como grandes redes de varejo, se beneficiam dessa estratégia para manter todas as unidades bem abastecidas.
9. Estoque em trânsito ou de canal
O estoque em trânsito abrange as mercadorias que estão sendo transportadas entre o fornecedor e o cliente final. Também chamado como estoque de canal, ele ajuda a gerenciar melhor os tempos de entrega e os movimentos das mercadorias, garantindo que os itens não se percam durante o transporte.

10. Dropshipping
No modelo de dropshipping, a empresa atua como intermediária entre o cliente e o fornecedor, sem precisar manter um estoque físico. Isso significa que, quando o cliente realiza uma compra, o pedido é enviado diretamente ao fornecedor, que se encarrega do envio.
Esse modelo é vantajoso para organização do estoque de e-commerces que não podem ou não querem investir em um armazém físico e na gestão de inventário.

Conheça diferentes métodos de gestão de estoque: FEFO, FIFO e LIFO
Além dos diferentes tipos de estoque, é fundamental entender os métodos de movimentação de mercadorias. Conheça a seguir os modelos mais usados para determinar a ordem em que os itens do estoque serão vendidos ou utilizados:
- FEFO (First-Expired, First-Out) é usado principalmente para produtos perecíveis, priorizando a venda dos itens que têm a data de validade mais próxima;
- FIFO (First In, First Out) garante que os produtos mais antigos sejam utilizados ou vendidos primeiro, sendo o modelo mais comum para empresas que lidam com itens de longa duração;
- LIFO (Last In, First Out) é usado para itens cujos preços aumentam com o tempo, permitindo vender os produtos mais novos primeiro e aproveitar o preço atual do mercado.
Leia também: Manutenção Preventiva De Galpões — Como Evitar Custos Futuros
Entender os diferentes tipos de estoque e as melhores práticas para gerenciá-los é essencial para a eficiência logística da sua empresa. Além disso, escolher o método certo para movimentar os produtos ajuda a otimizar os recursos, reduzir custos operacionais e evitar perdas, mantendo a competitividade e a agilidade nos processos de distribuição.
Para ler mais sobre o assunto, aproveite para saber mais sobre a logística para empresas e entenda por que o galpão ideal é essencial para sua operação.
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